Crescimento com preservação
Foto: Olivier Boels |
Ao mesmo tempo em que o modelo de desenvolvimento econômico atual é duramente criticado por especialistas, o Relatório do Desenvolvimento Humano do PNUD 2007/2008 (PDF 8.730 KB - Baixar Arquivo) defende que o crescimento econômico é condição fundamental para um progresso sustentável na redução da pobreza e já acelerou num vasto conjunto de países: “Com base neste forte crescimento, o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza caiu em 135 milhões entre 1999 e 2004. Muito deste progresso se deve ao leste da Ásia, em geral, e à China, em particular. Mais recentemente, a emergência da Índia como uma economia em grande crescimento, com rendimentos per capita a aumentar a uma média de 4-5% desde a metade de 1990, criou enormes oportunidades para acelerar o desenvolvimento humano. Embora a África Subsaariana tenha ficado para trás em várias dimensões de desenvolvimento humano, também é possível constatar sinais de progresso”.
Nesse sentido, vale destacar também o artigo “Qué hacer com el cambio climático” (PDF 2.446 KB - Baixar Arquivo), de Indur M. Goklany, publicado em primeiro de julho de 2008 no Cato Institute. No artigo, o analista político indiano defende que “a combinação desenvolvimento econômico e tecnológico deverá aumentar a capacidade de adaptação da sociedade”.
Goklany diz ainda que dados de diferentes países mostram que os indicadores de bem-estar humano e ambiental (entre eles as taxas de mortalidade, desnutrição, acesso à água potável e produção de alimentos) melhoraram ao longo do tempo, conforme houve crescimento econômico. “O crescimento econômico incrementa o bem-estar humano por meio do aumento da riqueza, do desenvolvimento tecnológico e do capital humano. Esses fatores permitem à sociedade enfrentar quase qualquer tipo de adversidade, esteja ou não relacionada com o clima, ao mesmo tempo em que aumenta a capacidade da sociedade de reduzir os danos causados pelas mudanças climáticas”, afirma.

















