Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 - 22:09
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Emissões brasileiras

O Brasil é destaque negativo no ranking dos maiores emissores atuais de CO2 com números que representam entre 3% e 4% das emissões globais. Essa posição se deve em grande parte aos elevados índices de desmatamento nos biomas brasileiros, em especial da Amazônia. De acordo com o inventário brasileiro, 75% das emissões resultam do da prática do desmatamento de florestas e de outros usos inadequados da terra.

O setor energia vem em seguida, com 23%, mesmo que a matriz energética seja relativamente limpa no país. Isso acontece porque metade da energia ofertada no Brasil vem de fontes não-renováveis (petróleo e derivados, gás natural, carvão mineral e derivados, urânio e derivados). A indústria representava até 1990, 38% do consumo de energia no país. Já a pecuária também preocupa, uma vez que o país é detentor do maior rebanho bovino comercial do mundo. Ainda de acordo com o inventário nacional, os gases bovinos eram responsáveis por 69% das emissões brasileiras de metano em 1994. O setor de transporte é responsável por quase a metade do consumo de petróleo, na forma de diesel e gasolina. Vale destacar também a preocupação com o gás metano liberado pelo lixo que, quando queimado, acaba emitido em forma de dióxido de carbono, contribuindo diretamente para o aumento do efeito estufa.

Até o final de 2009, o governo brasileiro deve lançar o novo inventário nacional de emissões de Gases de Efeito Estufa. As novas informações servirão de base para as políticas públicas e a proposta que o Brasil levará à Conferência do Clima de Copenhague, no final do ano. Pelo antigo inventário, a população brasileira era de 157,29 milhões de pessoas, emitia 8,2 toneladas anuais de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por habitante, perfazendo um total de 1,29 bilhão de toneladas. As emissões pelo uso de energia correspondiam a 19% do total, ou 244,93 milhões de toneladas de gases-estufa.