Aumenta a emissão de gases
Foto: Olivier Böels |
Desde a Revolução Industrial, iniciada no século 18, a concentração atmosférica do dióxido de carbono (principal gás de efeito estufa) aumentou 35,3%. De acordo com o IPCC, hoje as emissões são de 8,8 bilhões de toneladas de carbono (ou 32,3 bilhões de toneladas de CO2) ao ano, somando-se a queima de combustíveis fósseis (7,2 bilhões de toneladas) e o uso da terra (1,6 bilhão de toneladas). Quase 60% desse carbono é absorvido pelos oceanos e pela biosfera, os dois grandes “ralos” de carbono do planeta. O restante fica na atmosfera – daí o aumento da concentração de CO2 no ar. CO2
O clima na imprensa
Cerca de 45% dos textos sobre, mencionam gases geradores do efeito estufa. Em metade destes textos há identificação das fontes de emissão desses gases.
Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.
No final do século 18, a concentração de CO2 no ar era de 280 partes por milhão (ppm), ou seja, 0,028% da atmosfera. Em 2005, ela havia chegado a 379 partes por milhão (chegando a 26,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono).
Antes do final do século 21, essa concentração, na melhor das hipóteses, terá dobrado em relação aos níveis pré-industriais. Nunca nos últimos 650 mil anos – e provavelmente no último milhão de anos –, o CO2 havia superado as 300 partes por milhão na atmosfera, de acordo com o livro O Aquecimento Global, do jornalista Cláudio Ângelo, publicado em 2008. CO2
A queima de combustíveis fósseis nos diferentes setores e o uso da terra (principalmente o desmatamento de florestas tropicais) – responsáveis pelo lançamento na atmosfera de gases de efeito estufa (GEEs) – são apontados como as duas principais contribuições humanas para a intensificação das mudanças do clima, o que faz urgente o debate sobre o redirecionamento da agenda de desenvolvimento das nações.

















