Mitigar e adaptar em cada setor
O aumento da eficiência energética - que pode gerar tanto benefícios econômicos quanto contribuir para diminuir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) - e o uso de tecnologias de geração de energia e calor, além de transporte que emitem menos poluentes são algumas das iniciativas apontadas no relatório do economista britânico, Nicholas Stern no que se refere à políticas de mitigação das mudanças climáticas.
Stern coloca ainda que as nações devem agir no sentido de determinar o custo social das emissões e, desta maneira, explicitar com sinais de longo prazo quais setores ou práticas devem ou não ser incentivados. Além disso, ele cita a importância da conscientização da população como tarefa que deve ser pensada por governantes de todo o mundo. A disponibilização de informações é uma das ações necessárias.
Quando o assunto é mitigação por setor, vale destacar o apoio à expansão das energias renováveis com intervenção reguladora, política fiscal e subsídios; o aumento de eficácia energética edificações; regulação para os transportes com a definição de padrões de eficiência dos combustíveis e medidas fiscais, como a taxação dos automóveis por impostos anuais de circulação e o financiamento direto e créditos fiscais ao investimento privado de pesquisas na área.
No que se refere a assumir metas de redução de emissões de CO2, cabe destacar que os países em desenvolvimento ainda se apóiam no princípio de “Responsabilidades comuns porém diferenciadas”, postura que vem mudando. Contudo, em uma avaliação anterior a esse movimento, a pesquisa Índice de Performance nas Mudanças Climáticas elaborada pela ONG GermanWatch, aponta que o Brasil ficou em 8.º lugar na lista dos países que mais lutam contra as mudanças climáticas entre as 56 nações mais poluentes do planeta. O ranking é liderado pela Suécia, que desde 2007 tem uma ambiciosa política climática.
Já para as estratégias de adaptação, os governos devem se preocupar em prover informação de alto nível que contribua para uma ação eficiente do mercado, elaborar políticas de longo prazo para a manutenção de bens públicos sensíveis ao clima e criar uma rede financeira de apoio aos mais vulneráveis.

















