Quinta-feira, 11 de Março de 2010 - 22:05
Situação da Infância / Prioridade absoluta

PRIORIDADE ABSOLUTA

Um mundo adequado para as crianças é “aquele onde todas adquirem a melhor base possível para sua vida futura, têm acesso ao ensino básico de qualidade, incluída a educação primária obrigatória e gratuita para todos. É aquele onde todas as crianças e adolescentes desfrutam de várias oportunidades para desenvolver sua capacidade individual em um meio seguro e propício”, diz o Relatório da Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre a Criança (2002).

 

O risco-criança e a sobrevivência da espécie

As crianças e adolescentes constituem a parcela da população mais vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, especialmente aquelas que vivem em países de baixa renda e em desenvolvimento. As Nações Unidas prevêem que, em 2010, haverá cerca de 50 milhões de “desabrigados ambientais”, formados em sua maioria por mulheres e crianças.

Tempestades, degradação da terra, queimadas, diminuição da quantidade e da qualidade da água, migração e desalojamento, o aumento no preço dos alimentos, entre outros, geram mais desnutrição, doenças e risco de abuso e exploração de crianças e adolescentes em todo o mundo. Infelizmente os impactos para as crianças já é realidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente quatro milhões de crianças com menos de cinco anos de idade morrem todos os anos por desequilíbrios ou acidentes ambientais.

Outro aspecto a ser considerado é o custo econômico gerados pelos fenômenos naturais que aumentou dramaticamente no passado recente, segundo o Unicef. Os gastos financeiros com eventos relacionados ao clima representam uma boa parte do PIB - Produto Interno Bruto dos países em desenvolvimento. Dessa forma, os danos econômicos oriundos das mudanças climáticas obrigarão os pais a retirarem seus filhos das escolas para economizarem em água e gasolina, por exemplo.

O mesmo tema é destacado pelo Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do PNUD que diz que quando as crianças são retiradas das escolas para ajudar os pais ou sofrem de má nutrição devido à escassa disponibilidade de alimentos e têm falhas no seu rendimento, as conseqüências podem permanecer para o resto das suas vidas.