A “pegada carbônica” da indústria
Apenas 18% dos empresários brasileiros estão preocupado com a inclusão de metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) para os próximos dois anos. O dado é preocupante uma vez que as atividades industriais como a produção de aço e ferro, refino de petróleo e a fabricação de cimento, celulose e papel consomem bastante energia e respondem por, aproximadamente, 85% do total das emissões de gás carbônico desse setor.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é preciso aliar forças: os recursos financeiros do Estado, a avaliação criteriosa da academia e o senso prático da indústria serão vitais para a exploração racional dos recursos naturais em benefício da sociedade. Além disso, a indústria deve pensar como ser competitiva para enfrentar os efeitos dessas mudanças. Nesse aspecto, é fundamental a discussão da inovação tecnológica que possibilite a eficiência energética e hídrica com ações para reduzir e neutralizar as emissões de gases de efeito estufa já vêm sendo realizadas por empresas e organizações.
Outra iniciativa importante para o setor é a realização de um inventário periódico e a utilização dessas informações para que as empresas possam planejar a redução de suas contribuições à emissão de GEE, como a utilização de equipamento elétrico mais eficiente, a recuperação de calor e de energia para uso em outros processos, a reciclagem, entre outras, são medidas de mitigação que podem ser adotadas pelo setor.
Atualmente, a metodologia de inventário de emissões mais utilizada no mundo é a do GHG Protocol, desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). A idéia central do projeto é estabelecer uma cultura de inventários corporativos no país, por meio da transferência gratuita da metodologia e do know-how para o cálculo de emissões. O lançamento oficial do Programa Brasileiro GHG Protocol aconteceu no dia 12 de maio de 2008.

















