DE ONDE VIRÁ A ENERGIA?
A necessidade de diminuir os custos das energias renováveis e de aumentar a eficiência energética desafia nossa capacidade de inovação e cooperação para a produção e distribuição de novas formas de energia. No século 21 o ouro é verde: vence a corrida quem gerar energia segura, barata, de baixa emissão de carbono e para uma população global crescente.
A corrida do ouro (verde)
A necessidade de acesso à energia implica, particularmente nos países em desenvolvimento, considerar o acesso a um conjunto de fontes energéticas e a tecnologias inovadoras que assegurem a redução das emissões de gases de efeito estufa e de outros impactos ambientais.
De acordo com o professor associado da Universidade Federal de Pernambuco, Heitor Scalambrini, importantes iniciativas para a redução de emissões de gases de efeito estufa no suprimento de energia já estão disponíveis, porém há muito a amadurecer em termos de legislação que incentive o uso de energias alternativas. “É preciso criar instrumentos econômicos, como subsídios, taxas, isenção de taxas e crédito e também de instrumentos regulatórios, como padrões de desempenho mínimo e controle de emissão veicular. Na Espanha, por exemplo, depois que foi criada legislação específica para energia eólica, houve crescimento na produção”, avalia.
Ele esclarece ainda que não se trata de substituir o uso de combustíveis fósseis. “As energias renováveis não vieram para competir com o petróleo, elas são complementares. É preciso também haver mudança significativa no padrão de produção e consumo, e maior envolvimento da sociedade. Todas as ações se complementam”, diz.
Scalambrini avalia que, nesse sentido, o setor empresarial está fazendo o dever de casa: “Os empresários investem em pesquisa, em tecnologia e já enxergam o bom negócio que é ter um plano energético eficiente”, argumenta.
Na Alemanha, onde se investe significativamente em energias renováveis, os empresários estão otimistas. Pesquisa encomendada pela Associação de Empresas de Energias Renováveis revelou, em julho de 2008, que a maioria das empresas (71%) estima que irão aumentar seu quadro de funcionários em pelo menos 30%. Cerca de 20% esperam duplicar seu número de empregados até 2010.

















