Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 - 22:20
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Pobreza e metas do milênio

Mundialmente, o valor mais utilizado para estabelecer a definição de pobreza é o de uma renda per capita igual ou menor a US$ 2 (dois dólares) por dia. No Brasil, os cálculos utilizados definem essa linha como renda igual ou menor a meio salário mínimo por mês per capita.
No entanto, esses cálculos não levam em conta aspectos essenciais, a exemplo das diferenças regionais de custo de vida, de acesso a serviços públicos, de redes de proteção e da própria cesta de serviços da localidade.

Nesse sentido, também é importante ressaltar que a questão ambiental está diretamente relacionada à desigualdade social. Afinal, o uso irracional dos recursos naturais, aliado ao descaso da grande maioria das autoridades públicas com as áreas consideradas de risco, cobra seu tributo com maior rapidez. Diante desse cenário, as metas do milênio mostram que economia, meio ambiente e sociedade devem caminhar juntos. A Declaração do Milênio foi assinada pelos 191 Estados-membros da ONU, com o objetivo de definir ações em torno de um desenvolvimento voltado para o social e para estipular metas mínimas e concretas para garantir melhores condições de vida para a humanidade.

O documento estabelece oito metas/objetivos a serem cumpridos pelas nações até 2015, elencando questões sociais, de direitos humanos e ambientais como essenciais para o desenvolvimento humano. Tais como: reduzir pela metade a pobreza extrema e a fome; alcançar o ensino primário universal; promover a igualdade entre os sexos; reduzir a mortalidade de menores de cinco anos em dois terços; reduzir a mortalidade materna em três quartos; inverter a tendência de propagação do HIV/Aids, da malária e da tuberculose; garantir a sustentabilidade ambiental; e criar uma parceria mundial para o desenvolvimento.