Sábado, 22 de Novembro de 2014 - 20:22
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NE: Condições socioeconômicas em xeque

Retração da economia, redução da qualidade de vida, forte migração. Se nada for feito em relação às emissões de carbono, esse será o panorama dos estados nordestinos em 2050, como conseqüência das mudanças climáticas. De acordo com a versão preliminar do estudo Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050, a região sofrerá uma redução de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao crescimento esperado para 2005. Isso considerando o cenário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que prevê um aumento de 4ºC para a região no período.

Os impactos negativos na agricultura, segundo o estudo, podem ter repercussões para outros setores da economia, como indústria – especialmente a de processamento de alimentos – e serviços. Além disso, a ausência de terras cultiváveis irá gerar escassez de alimentos.

De acordo com o estudo, diversos municípios que em 2000 apresentavam condições razoáveis de renda sofreriam um choque negativo sob o efeito das mudanças climáticas. Já as localidades com baixo nível de renda, teriam os piores ritmos de crescimento até 2050. Os estados nordestinos que mais perderiam recursos são:
-Pernambuco (-18,6% do PIB)
-Paraíba (-17,7%)
-Piauí (-17,5%)
-Ceará (-16,4%)