Recentes acontecimentos envolvendo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), aliados ao inverno rigoroso na Europa, trouxeram de volta o debate sobre a existência ou não do aquecimento global. E embora o jornalismo tenha sim a função de apresentar os dois lados das questões, é preciso estar atento para interesses por trás das diversas posições.
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Em entrevista, o cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e integrante do IPCC, Carlos Nobre, comenta os ataques que o órgão internacional vem sofrendo e discorre sobre a posição dos cientistas céticos em relação às mudanças climáticas.
Recentemente, especialistas apontaram a necessidade de um maior investimento brasileiro em energias alternativas, uma vez que o país já está ficando pra trás em relação à atenção dada por nações como EUA e China à questão. Para eles, apenas o investimento em etanol não é suficientes. É necessário diversificar a matriz energética.
Um dos resultados mais animadores da COP-15 é que o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação está quase pronto para entrar no novo acordo global sobre clima, quando este for de fato assinado. Há apenas dois pontos pendentes. Mas, os países estão estudando uma maneira de implementar o REDD de forma interina, para que as emissões provenientes da destruição da floresta comecem já a ser reduzidas.
O Brasil costuma ser apontado como exemplo de país que conseguiu viabilizar um projeto nacional de biocombustível. Mas ainda precisa responder a uma série de desafios, como garantir a qualidade do produto, seguir investindo em avanços tecnológicos necessários, estabelecer um modo de produção sustentável e impedir impactos no setor de alimentos.
Especialistas afirmam que o fracasso em se alcançar um novo acordo global sobre clima na COP-15 evidenciou a ineficiência das Nações Unidas para lidar com o fenômeno. Esta leitura não leva em conta os avanços conquistados ao longo dos últimos anos em termos de cooperação internacional nem o fato de que a ONU também possui agências que lidam com a agenda climática diretamente nos países, sem depender das negociações.














