Exploração madeireira
É a prática da exploração dos recursos madeireiros (toras e troncos de árvores) de uma floresta. Tal exploração pode ser de baixo impacto, com a retirada de espécies pré-selecionadas com pequena distribuição espacial e baixa densidade de espécies adultas por hectare (mogno, por exemplo). Esta forma de exploração reduz os danos ao ecossistema florestal, no entanto, para sua realização os madeireiros devem abrir quilômetros de estradas no interior da floresta, causando impactos no ecossistema. Outra forma de exploração madeireira é a que ocorre em áreas próximas às estradas já concluídas, onde algumas árvores são removidas por hectare. Uma terceira forma de exploração madeireira é a de alto impacto, caracterizada pela extração de muitos indivíduos por hectare e de distintas espécies de árvores. O processo de exploração consiste na derrubada e no arraste de toras. A exploração inadequada de recursos madeireiros causa impactos ao ecossistema e ineficiência técnico-econômica (esgotamento dos recursos por superexploração), o que pode ser utilizado para diferenciar a exploração tradicional da realizada com manejo florestal responsável (que minimiza danos e maximiza o tempo de exploração de uma área). A exploração madeireira irresponsável transforma as paisagens, gerando grandes clareiras em áreas outrora ocupadas por florestas (o que cria as condiões para a entrada e a propagação do fogo), aumenta a distribuição de espécies sem valor comercial e dificulta a regeneração de espécies madeireiras.














