Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014 - 12:31

Ciclo do carbono

Termo utilizado para descrever o fluxo de carbono nas suas várias formas, como o CO2, através da Atmosfera, Biosfera (terrestre e marinha) e Litosfera. O carbono é o componente primário de toda matéria orgânica e é encontrado em grandes concentrações na Atmosfera, em terra firme (Litosfera), nas rochas, no solo e nos sedimentos. O ciclo de carbono apresenta várias fases, sendo as duas principais a fotossíntese e a respiração. A fotossíntese é o processo em que as plantas absorvem a energia solar e CO2 da atmosfera, produzindo oxigênio e carboidratos (açúcares, como a glicose), que servem de base para o crescimento das plantas. A respiração é a fase na qual essa glicose é decomposta para liberar a energia usada pelo organismo. Os animais e as plantas utilizam os carboidratos na respiração, utilizando a energia contida na glicose e emitindo CO2. Juntamente com a decomposição orgânica (forma de respiração das bactérias e fungos), a respiração devolve o carbono (depositado nos ecossistemas terrestres e marinhos) para a atmosfera. Existe uma fase sedimentar do ciclo de carbono, onde os processos biogeoquímicos de longo prazo, tais como a erosão e a ação de vulcões, lançam de volta para atmosfera pequenas quantidades de carbono presentes em rochas e sedimentos. Essa fase do ciclo pode levar milhões de anos, enquanto o ciclo biológico do carbono é relativamente rápido: estima-se que a renovação do carbono atmosférico ocorre a cada 20 anos. Segundo artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, a concentração de CO2 na atmosfera subiu 35% em apenas sete anos. Entre 2000 e 2006, atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, contribuíram com o lançamento de 4,1 bilhões de toneladas de CO2, levando a uma taxa de crescimento anual de 1,93 ppm (partes por milhão). Na década de 90, essa taxa era de 1,49 ppm ao ano. A atual concentração de CO2 é de 381 ppm, a maior dos últimos 650 mil anos. Ao mesmo tempo, os processos naturais que poderiam reduzir esse impacto (absorção das florestas e dos oceanos) parecem estar esgotando sua capacidade. CO2